Quando a Reposição Hormonal Não É Indicada

A terapia de reposição hormonal ajuda muitas mulheres, mas não serve para todas. Existem contraindicações claras e situações que exigem avaliação cuidadosa. A Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu-SP, detalha essas situações e as alternativas seguras para controlar os sintomas da menopausa.

Revisado por Dra. Andressa Lacerda, CRM-SP 139.140 | RQE 53.522 · Atualizado em 27 de agosto de 2026

Contraindicações à terapia hormonal sistêmica

  • Câncer de mama atual ou prévio, e outros tumores hormônio-dependentes.
  • História de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, ou trombofilia conhecida.
  • Doença cardiovascular estabelecida, infarto ou AVC prévios.
  • Sangramento vaginal de causa não esclarecida.
  • Doença hepática ativa e grave.
  • Suspeita de gravidez.
  • Hiperplasia endometrial não tratada.

Situações que exigem cautela e avaliação individual

  • Enxaqueca com aura (preferir via transdérmica em dose baixa).
  • Hipertensão não controlada, diabetes mal controlado ou triglicerídeos muito elevados.
  • Obesidade e tabagismo (aumentam o risco trombótico).
  • Litíase biliar e doença da vesícula.
  • Lúpus e outras doenças autoimunes com risco trombótico.
  • Miomas volumosos e endometriose (podem exigir ajuste de esquema).
  • Início da reposição fora da janela de oportunidade (mais de 10 anos de menopausa ou após os 60 anos).

Contraindicação x situação de cautela

ClassificaçãoO que significaExemplos citados nesta página
Contraindicação à terapia hormonal sistêmicaA via sistêmica não é indicada; o plano é construído com alternativasCâncer de mama atual ou prévio, trombose venosa ou embolia prévias, doença cardiovascular estabelecida, sangramento vaginal sem causa esclarecida, doença hepática ativa e grave, suspeita de gravidez, hiperplasia endometrial não tratada
Situação de cautelaNão impede o tratamento, mas exige avaliação individual e pode mudar via, dose ou esquemaEnxaqueca com aura, hipertensão ou diabetes mal controlados, triglicerídeos muito elevados, obesidade e tabagismo, doença da vesícula, doenças autoimunes com risco trombótico, miomas volumosos e endometriose, início fora da janela de oportunidade

Investigação antes de decidir

A Dra. Andressa Lacerda avalia histórico pessoal e familiar de câncer de mama, trombose e doença cardiovascular, faz exame das mamas, atualiza mamografia e ultrassonografia pélvica, e solicita perfil lipídico e glicêmico, função hepática e, quando indicado, densitometria óssea. A investigação também considera pressão arterial, tabagismo, enxaqueca, medicações em uso e índice de massa corporal.

Alternativas para quem não pode usar hormônios

  • Medicações não hormonais para fogachos, com eficácia demonstrada em estudos.
  • Terapia cognitivo-comportamental e técnicas de manejo do estresse para sintomas vasomotores e sono.
  • Estrogênio vaginal em baixa dose para a síndrome geniturinária, viável em muitas mulheres com contraindicação à via sistêmica.
  • Hidratantes e lubrificantes para desconforto e relações.
  • Medidas de estilo de vida: treino de força, ajuste alimentar, redução de álcool e cafeína, higiene do sono.
  • Prevenção óssea com vitamina D, cálcio e, quando indicado, medicação específica para osteoporose.

Cuidados

Uma contraindicação à reposição não significa conviver com os sintomas sem tratamento. Também não deve levar à automedicação com fórmulas "naturais" em dose alta, que podem interagir com medicamentos e ter efeitos adversos. O plano alternativo é construído individualmente e reavaliado ao longo do tempo.

Tem uma condição que contraindica a reposição hormonal? Agende uma avaliação para um plano seguro com a Dra. Andressa Lacerda.

Agendar pelo WhatsApp

Perguntas frequentes

Quem teve câncer de mama pode fazer reposição hormonal?

Como regra, a reposição hormonal sistêmica é contraindicada em quem teve câncer de mama. O estrogênio vaginal em baixa dose para sintomas geniturinários pode ser considerado em casos selecionados, sempre em decisão conjunta com o oncologista. Existem também opções não hormonais para os fogachos.

Tromboembolismo prévio impede a reposição para sempre?

A história de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar é contraindicação à terapia hormonal, especialmente por via oral. Em situações muito específicas, com avaliação de hematologia e uso da via transdérmica em dose baixa, pode-se discutir individualmente, mas a regra é não usar.

Pressão alta é contraindicação?

Hipertensão bem controlada não é contraindicação. Hipertensão grave ou não controlada exige ajuste antes de iniciar, e a via transdérmica costuma ser preferida. A pressão é monitorada durante o tratamento.

Se eu não posso usar hormônio, o que fazer com os fogachos?

Existem medicações não hormonais com eficácia comprovada para fogachos, além de estratégias de estilo de vida, terapia cognitivo-comportamental e, para as queixas geniturinárias, hidratantes e tratamento local. O plano é individualizado.

Fontes e referências

Dra. Andressa Lacerda — Formação e Credenciais

A Dra. Andressa Lacerda é médica ginecologista há mais de 13 anos, com foco na saúde da mulher a partir dos 40 anos: perimenopausa, menopausa, reposição hormonal individualizada, saúde íntima, ginecologia regenerativa funcional e emagrecimento com causa hormonal e metabólica.

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
  • Pós-graduação em Endoscopia Ginecológica pela Santa Casa de São Paulo.
  • Pós-graduação em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto GERA.
  • Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) e certificação em Medicina do Estilo de Vida (Escola MEV Brasil).
  • CRM-SP 139.140 | RQE 53.522.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Andressa Lacerda. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure uma avaliação médica presencial com um ginecologista. Em situação de urgência, busque atendimento imediato no serviço de saúde mais próximo.

Conteúdo revisado pela Dra. Andressa Lacerda · CRM-SP 139.140 | RQE 53522 · Atualizado em agosto de 2026.

@Power - Direitos reservados 2026 - Criado por Wisa 💬

Clique para agendar
Agendar consulta pelo WhatsApp