Contraindicações à terapia hormonal sistêmica
- Câncer de mama atual ou prévio, e outros tumores hormônio-dependentes.
- História de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar, ou trombofilia conhecida.
- Doença cardiovascular estabelecida, infarto ou AVC prévios.
- Sangramento vaginal de causa não esclarecida.
- Doença hepática ativa e grave.
- Suspeita de gravidez.
- Hiperplasia endometrial não tratada.
Situações que exigem cautela e avaliação individual
- Enxaqueca com aura (preferir via transdérmica em dose baixa).
- Hipertensão não controlada, diabetes mal controlado ou triglicerídeos muito elevados.
- Obesidade e tabagismo (aumentam o risco trombótico).
- Litíase biliar e doença da vesícula.
- Lúpus e outras doenças autoimunes com risco trombótico.
- Miomas volumosos e endometriose (podem exigir ajuste de esquema).
- Início da reposição fora da janela de oportunidade (mais de 10 anos de menopausa ou após os 60 anos).
Contraindicação x situação de cautela
| Classificação | O que significa | Exemplos citados nesta página |
|---|---|---|
| Contraindicação à terapia hormonal sistêmica | A via sistêmica não é indicada; o plano é construído com alternativas | Câncer de mama atual ou prévio, trombose venosa ou embolia prévias, doença cardiovascular estabelecida, sangramento vaginal sem causa esclarecida, doença hepática ativa e grave, suspeita de gravidez, hiperplasia endometrial não tratada |
| Situação de cautela | Não impede o tratamento, mas exige avaliação individual e pode mudar via, dose ou esquema | Enxaqueca com aura, hipertensão ou diabetes mal controlados, triglicerídeos muito elevados, obesidade e tabagismo, doença da vesícula, doenças autoimunes com risco trombótico, miomas volumosos e endometriose, início fora da janela de oportunidade |
Investigação antes de decidir
A Dra. Andressa Lacerda avalia histórico pessoal e familiar de câncer de mama, trombose e doença cardiovascular, faz exame das mamas, atualiza mamografia e ultrassonografia pélvica, e solicita perfil lipídico e glicêmico, função hepática e, quando indicado, densitometria óssea. A investigação também considera pressão arterial, tabagismo, enxaqueca, medicações em uso e índice de massa corporal.
Alternativas para quem não pode usar hormônios
- Medicações não hormonais para fogachos, com eficácia demonstrada em estudos.
- Terapia cognitivo-comportamental e técnicas de manejo do estresse para sintomas vasomotores e sono.
- Estrogênio vaginal em baixa dose para a síndrome geniturinária, viável em muitas mulheres com contraindicação à via sistêmica.
- Hidratantes e lubrificantes para desconforto e relações.
- Medidas de estilo de vida: treino de força, ajuste alimentar, redução de álcool e cafeína, higiene do sono.
- Prevenção óssea com vitamina D, cálcio e, quando indicado, medicação específica para osteoporose.
Cuidados
Uma contraindicação à reposição não significa conviver com os sintomas sem tratamento. Também não deve levar à automedicação com fórmulas "naturais" em dose alta, que podem interagir com medicamentos e ter efeitos adversos. O plano alternativo é construído individualmente e reavaliado ao longo do tempo.
Tem uma condição que contraindica a reposição hormonal? Agende uma avaliação para um plano seguro com a Dra. Andressa Lacerda.
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