Dor na Relação Sexual (Dispareunia): Por Que Acontece e Como Tratar

Sentir dor na relação sexual não é algo para conviver em silêncio nem para 'relaxar que passa'. A dispareunia tem causas identificáveis, da atrofia geniturinária à tensão do assoalho pélvico e a condições inflamatórias, e tratamento específico. A Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu-SP, explica.

Revisado por Dra. Andressa Lacerda, CRM-SP 139.140 | RQE 53.522 · Atualizado em 27 de agosto de 2026

O que é a dispareunia

Dispareunia é a dor genital recorrente associada à relação sexual, que pode ocorrer antes, durante ou depois. Ela é classificada pela localização (na entrada ou profunda) e pelo momento em que começou (desde sempre ou adquirida). Essa caracterização orienta a investigação.

Causas de dor na entrada

  • Atrofia geniturinária e ressecamento (comuns na menopausa e na amamentação).
  • Hipertonia do assoalho pélvico e vaginismo.
  • Líquen escleroso e outras dermatoses vulvares.
  • Vulvodínia (dor vulvar crônica sem lesão visível).
  • Infecções e dermatites de contato.
  • Cicatrizes de episiotomia ou de cirurgias.

Causas de dor profunda

  • Endometriose e adenomiose.
  • Doença inflamatória pélvica e aderências.
  • Miomas e cistos ovarianos.
  • Síndrome da bexiga dolorosa.

Como é feito o diagnóstico

A avaliação começa por uma conversa detalhada sobre quando a dor começou, onde dói, o que melhora e o que piora. O exame ginecológico é feito de forma cuidadosa e direcionada, tentando reproduzir a dor para localizar a origem (mucosa, musculatura, colo, anexos). Conforme a suspeita, solicitam-se exames de imagem e de infecção.

Investigação clínica aprofundada

A Dra. Andressa Lacerda também avalia o histórico hormonal, o uso de medicamentos, a presença de ansiedade e de experiências que possam ter gerado tensão protetora da musculatura, e o impacto da dor sobre a libido e o relacionamento.

Tratamento

  • Tratamento da atrofia: hidratantes, lubrificantes e estrogênio vaginal em baixa dose.
  • Fisioterapia do assoalho pélvico: essencial na hipertonia muscular, no vaginismo e na vulvodínia.
  • Terapias tópicas específicas para líquen escleroso e dermatoses.
  • Tratamento da endometriose e das causas de dor profunda, clínico ou cirúrgico.
  • Acompanhamento psicológico ou terapia sexual quando há componente emocional relevante.

Limitações e cuidados

Insistir na relação com dor tende a piorar o quadro, porque a musculatura aprende a se contrair de forma protetora. Automedicar com anestésicos tópicos sem diagnóstico pode mascarar a causa. A melhora costuma vir da combinação de tratamentos e leva tempo.

A dor na relação está afastando você da sua vida sexual? Agende uma avaliação com a Dra. Andressa Lacerda, em Mogi Guaçu.

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Perguntas frequentes

A dor na relação é sempre por falta de lubrificação?

Não. A atrofia e a falta de lubrificação são causas comuns na menopausa, mas a dor também pode vir da tensão excessiva da musculatura do assoalho pélvico, de endometriose, de infecções, de líquen escleroso, de cicatrizes de parto ou cirurgia e de causas emocionais. O exame ajuda a localizar a origem.

Dor na entrada e dor profunda são a mesma coisa?

Não. A dor na entrada (introital) costuma se relacionar a atrofia, dermatoses vulvares, hipertonia do assoalho pélvico ou vaginismo. A dor profunda, durante a penetração completa, sugere endometriose, doença inflamatória pélvica, aderências ou alterações do útero e dos ovários.

Vaginismo tem tratamento?

Sim. O vaginismo, contração involuntária da musculatura que impede ou dificulta a penetração, responde bem a fisioterapia pélvica, dessensibilização progressiva e, quando necessário, acompanhamento psicológico ou de terapia sexual.

Preciso fazer exames?

Depende do quadro. Muitas vezes o diagnóstico é feito pela história e pelo exame ginecológico direcionado. Ultrassonografia pélvica, exames de infecção e, em casos de suspeita de endometriose, ressonância podem ser necessários.

Fontes e referências

Dra. Andressa Lacerda — Formação e Credenciais

A Dra. Andressa Lacerda é médica ginecologista há mais de 13 anos, com foco na saúde da mulher a partir dos 40 anos: perimenopausa, menopausa, reposição hormonal individualizada, saúde íntima, ginecologia regenerativa funcional e emagrecimento com causa hormonal e metabólica.

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
  • Pós-graduação em Endoscopia Ginecológica pela Santa Casa de São Paulo.
  • Pós-graduação em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto GERA.
  • Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) e certificação em Medicina do Estilo de Vida (Escola MEV Brasil).
  • CRM-SP 139.140 | RQE 53.522.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Andressa Lacerda. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure uma avaliação médica presencial com um ginecologista. Em situação de urgência, busque atendimento imediato no serviço de saúde mais próximo.

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