Fortalecimento do Assoalho Pélvico: Tecnologia e Fisioterapia

A musculatura do assoalho pélvico sustenta a bexiga, o útero e o reto e participa da continência e da função sexual. Ela enfraquece com partos, menopausa e envelhecimento. A Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu-SP, explica como a tecnologia eletromagnética e a fisioterapia se combinam para fortalecer essa musculatura.

Revisado por Dra. Andressa Lacerda, CRM-SP 139.140 | RQE 53.522 · Atualizado em 27 de agosto de 2026

O papel do assoalho pélvico

O assoalho pélvico é um conjunto de músculos que fecha a parte inferior da pelve. Ele sustenta a bexiga, o útero e o reto, participa do controle da urina e das fezes e tem papel na função sexual. Quando essa musculatura enfraquece ou perde coordenação, surgem incontinência, sensação de peso, prolapso e queixas sexuais.

Por que enfraquece

  • Gestações e partos, sobretudo partos vaginais e bebês grandes.
  • Queda do estrogênio na menopausa, que reduz o trofismo dos tecidos.
  • Envelhecimento e sedentarismo.
  • Obesidade, tosse crônica e constipação, que aumentam a pressão sobre a pelve.
  • Cirurgias pélvicas prévias.

Como é feita a avaliação

Antes de qualquer tecnologia, a Dra. Andressa Lacerda avalia a queixa (incontinência, peso, prolapso, função sexual), examina a força e a coordenação da musculatura pélvica, verifica a presença de prolapso e de atrofia geniturinária e, quando necessário, encaminha para fisioterapia especializada ou solicita estudo urodinâmico.

A tecnologia eletromagnética

A tecnologia de estimulação eletromagnética induz milhares de contrações do assoalho pélvico em cada sessão, de forma não invasiva, com a paciente sentada e vestida. É indicada sobretudo para incontinência urinária leve de esforço e para reforço da musculatura em conjunto com a fisioterapia. O protocolo costuma envolver várias sessões, e a manutenção pode ser necessária.

Fisioterapia do assoalho pélvico

É a base do tratamento. Ensina a identificar e contrair a musculatura correta, corrige o uso de músculos acessórios, trabalha resistência, coordenação e também o relaxamento (importante em dor e vaginismo), com biofeedback e progressão de exercícios para casa.

Limitações e cuidados

A tecnologia não substitui a fisioterapia nem corrige prolapsos significativos ou incontinência grave, que podem exigir cirurgia. Resultados dependem de adesão ao protocolo e de manutenção. Contraindicações, como gravidez e dispositivos eletrônicos implantados, são verificadas antes de iniciar.

Quer fortalecer o assoalho pélvico e reduzir os escapes de urina? Agende uma avaliação com a Dra. Andressa Lacerda, em Mogi Guaçu.

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Perguntas frequentes

Como funciona a tecnologia eletromagnética?

Um campo eletromagnético induz contrações rápidas e repetidas da musculatura do assoalho pélvico, mais intensas do que as que a maioria das pessoas consegue voluntariamente. A paciente permanece sentada e vestida durante a sessão, que dura poucos minutos.

Para quem é indicada?

Principalmente para incontinência urinária leve de esforço, sensação de fraqueza pélvica e como complemento no fortalecimento após partos ou na menopausa. A indicação é feita após avaliação, e casos mais intensos ou com prolapso importante podem exigir outra abordagem.

Substitui a fisioterapia pélvica?

Não. Ela complementa. A fisioterapia ensina a paciente a identificar e ativar a musculatura correta, corrige padrões errados e trabalha coordenação e relaxamento, algo que a tecnologia sozinha não faz. O melhor resultado vem da combinação.

Quando não é indicada?

Gestação, presença de marca-passo ou outros dispositivos eletrônicos implantados, dispositivos metálicos na área de aplicação, e situações definidas na avaliação individual. Também não é indicada como tratamento isolado quando há prolapso significativo ou incontinência grave.

Fontes e referências

Dra. Andressa Lacerda — Formação e Credenciais

A Dra. Andressa Lacerda é médica ginecologista há mais de 13 anos, com foco na saúde da mulher a partir dos 40 anos: perimenopausa, menopausa, reposição hormonal individualizada, saúde íntima, ginecologia regenerativa funcional e emagrecimento com causa hormonal e metabólica.

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
  • Pós-graduação em Endoscopia Ginecológica pela Santa Casa de São Paulo.
  • Pós-graduação em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto GERA.
  • Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) e certificação em Medicina do Estilo de Vida (Escola MEV Brasil).
  • CRM-SP 139.140 | RQE 53.522.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Andressa Lacerda. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure uma avaliação médica presencial com um ginecologista. Em situação de urgência, busque atendimento imediato no serviço de saúde mais próximo.

Conteúdo revisado pela Dra. Andressa Lacerda · CRM-SP 139.140 | RQE 53522 · Atualizado em agosto de 2026.

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