Tipos de incontinência urinária
- De esforço: perda ao tossir, espirrar, rir, pular ou caminhar. Relaciona-se ao enfraquecimento do suporte da uretra, comum após partos e com a queda hormonal.
- De urgência: vontade súbita e incontrolável de urinar, às vezes com perda antes de chegar ao banheiro. Relaciona-se à hiperatividade da bexiga.
- Mista: combinação das duas, a apresentação mais frequente na mulher madura.
Comparação entre os tipos
| Tipo | Quando a perda acontece | Mecanismo |
|---|---|---|
| De esforço | Ao tossir, espirrar, rir, pular ou caminhar | Enfraquecimento do suporte da uretra, comum após partos e com a queda hormonal |
| De urgência | Vontade súbita e incontrolável, às vezes com perda antes de chegar ao banheiro | Hiperatividade da bexiga |
| Mista | Nas duas situações acima | Combinação dos dois mecanismos; é a apresentação mais frequente na mulher madura |
Causas e fatores de risco
Gestações e partos, menopausa e atrofia geniturinária, envelhecimento, obesidade, tosse crônica, constipação, cirurgias pélvicas prévias, impacto esportivo repetido e algumas doenças neurológicas.
Sintomas associados
- Uso de absorvente ou protetor por segurança no dia a dia.
- Necessidade de mapear banheiros ao sair de casa.
- Levantar várias vezes à noite para urinar (noctúria).
- Ardência ao urinar e infecções urinárias de repetição (quando há atrofia).
- Restrição de atividades físicas e de vida social por medo do escape.
Como é feito o diagnóstico
História miccional detalhada, muitas vezes com diário miccional, exame ginecológico com avaliação do prolapso e da força do assoalho pélvico, teste de esforço, exame de urina para descartar infecção e, em casos selecionados, estudo urodinâmico ou encaminhamento à fisioterapia especializada.
Investigação clínica aprofundada
A Dra. Andressa Lacerda também avalia histórico hormonal e de partos, medicações em uso (diuréticos, alguns anti-hipertensivos), ingestão de líquidos e cafeína, constipação, índice de massa corporal e impacto da incontinência sobre sono, atividade física e vida social.
Tratamento
- Fisioterapia do assoalho pélvico: treino muscular, biofeedback e reeducação vesical. É a base.
- Tecnologia eletromagnética de fortalecimento: estímulo não invasivo da musculatura pélvica, complementando a fisioterapia.
- Estrogênio vaginal em baixa dose: melhora sintomas urinários e reduz infecções quando há atrofia.
- Mudanças de estilo de vida: perda de peso, tratamento da constipação, ajuste de líquidos e cafeína.
- Medicações para bexiga hiperativa, quando indicado.
- Cirurgia (como o sling) para casos de esforço que não respondem ao conservador, ou para prolapsos.
Sinais de alerta
- Perda urinária de início súbito.
- Sangue na urina.
- Dor ao urinar com febre, ou retenção urinária.
Limitações e cuidados
Os resultados da fisioterapia dependem de constância e podem levar semanas a alguns meses. A tecnologia de fortalecimento complementa, mas não substitui, a fisioterapia. Absorventes resolvem o incômodo imediato, mas não tratam a causa.
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