Queda da Libido na Menopausa: O Que Investigar e Como Tratar

A queda do desejo sexual na transição hormonal quase nunca tem causa única. Ela combina fatores hormonais, físicos (dor, ressecamento), medicamentosos, emocionais e do relacionamento. A Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu-SP, investiga cada camada antes de propor tratamento.

Revisado por Dra. Andressa Lacerda, CRM-SP 139.140 | RQE 53.522 · Atualizado em 27 de agosto de 2026

Um sintoma com muitas causas

O desejo sexual depende de hormônios, mas também do corpo estar confortável, da mente descansada, do vínculo com a parceria e da relação da mulher com o próprio corpo. Na menopausa, várias dessas peças mudam ao mesmo tempo, e por isso a avaliação precisa olhar para todas.

Fatores a investigar

  • Hormonais: queda de estrogênio e de testosterona.
  • Físicos: ressecamento e dor nas relações, incontinência, fadiga, dores articulares.
  • Sono: insônia e apneia reduzem energia e interesse.
  • Saúde mental: ansiedade, depressão e estresse crônico.
  • Medicamentos: antidepressivos, alguns anti-hipertensivos, anticoncepcionais.
  • Relacionamento: conflitos, rotina, comunicação, saúde sexual da parceria.
  • Autoimagem: mudanças no corpo e na autoestima.

Investigação clínica aprofundada

A Dra. Andressa Lacerda faz uma anamnese sexual detalhada (início, contexto e evolução da queixa), exame ginecológico para avaliar trofismo e dor, revisão de medicações, rastreamento de depressão, ansiedade e distúrbios do sono, e dosagem de tireoide e prolactina. O contexto do relacionamento é abordado com respeito e sem julgamento.

Tratamento

  • Tratar a dor e o ressecamento primeiro: hidratantes, estrogênio vaginal em baixa dose e, em casos selecionados, tecnologias de laser.
  • Reposição hormonal sistêmica quando indicada, que melhora sintomas gerais e, de forma indireta, o desejo.
  • Ajuste de medicações que reduzem a libido, junto ao médico prescritor.
  • Testosterona em dose fisiológica para desejo sexual hipoativo, com critérios e monitoramento.
  • Tratamento do sono e da saúde mental.
  • Terapia sexual ou de casal, quando o componente relacional é importante.

Limitações e cuidados

Não existe uma pílula que resolva o desejo isoladamente. Suplementos e "estimulantes sexuais" vendidos sem prescrição não têm eficácia comprovada e podem ter efeitos adversos. O tratamento é um processo, e a melhora costuma vir da soma de intervenções.

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Perguntas frequentes

A queda da libido é só falta de hormônio?

Não. O estrogênio e a testosterona influenciam o desejo, mas dor nas relações por ressecamento, cansaço, insônia, ansiedade e depressão, alguns antidepressivos, o contexto do relacionamento e a autoimagem têm peso igual ou maior. Tratar apenas o hormônio costuma trazer resultado parcial.

Antidepressivo pode estar reduzindo meu desejo?

Sim. Vários antidepressivos, sobretudo os inibidores seletivos de recaptação de serotonina, reduzem libido, excitação e orgasmo. Quando esse é o fator principal, é possível discutir ajuste de dose ou troca de medicação com o médico responsável.

Testosterona resolve?

A testosterona em dose fisiológica pode ajudar no transtorno do desejo sexual hipoativo da pós-menopausa, depois de descartadas e tratadas outras causas. Não é indicada para energia ou disposição, e doses altas causam efeitos colaterais irreversíveis.

Sinto dor na relação. Isso afeta o desejo?

Muito. Quando a relação dói, o corpo aprende a evitar o contato, e o desejo cai como consequência. Tratar a atrofia geniturinária e a dor costuma ser o primeiro e mais importante passo.

Fontes e referências

Dra. Andressa Lacerda — Formação e Credenciais

A Dra. Andressa Lacerda é médica ginecologista há mais de 13 anos, com foco na saúde da mulher a partir dos 40 anos: perimenopausa, menopausa, reposição hormonal individualizada, saúde íntima, ginecologia regenerativa funcional e emagrecimento com causa hormonal e metabólica.

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
  • Pós-graduação em Endoscopia Ginecológica pela Santa Casa de São Paulo.
  • Pós-graduação em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto GERA.
  • Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) e certificação em Medicina do Estilo de Vida (Escola MEV Brasil).
  • CRM-SP 139.140 | RQE 53.522.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Andressa Lacerda. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure uma avaliação médica presencial com um ginecologista. Em situação de urgência, busque atendimento imediato no serviço de saúde mais próximo.

Conteúdo revisado pela Dra. Andressa Lacerda · CRM-SP 139.140 | RQE 53522 · Atualizado em agosto de 2026.

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