O que é o líquen escleroso
É uma doença inflamatória crônica da pele que afeta principalmente a vulva e a região perianal. Pode surgir em qualquer idade, sendo mais frequente na pós-menopausa e também em meninas antes da puberdade. A causa não é totalmente conhecida, com participação de fatores autoimunes e genéticos.
Sintomas
- Coceira vulvar intensa e persistente, muitas vezes pior à noite.
- Ardência e sensibilidade da pele.
- Clareamento (manchas esbranquiçadas) e afinamento da pele, com aspecto "de papel de cigarro".
- Fissuras dolorosas, sobretudo na fúrcula, com dor nas relações.
- Com o tempo, apagamento dos pequenos lábios e estreitamento da entrada vaginal por cicatrização.
Como é feito o diagnóstico
O diagnóstico é clínico na maioria dos casos, pela história e pelo exame da vulva. A biópsia é feita quando há dúvida, lesão espessada ou endurecida, ferida que não cicatriza ou má resposta ao tratamento, para diferenciar de outras dermatoses (como o líquen plano) e descartar lesões pré-malignas.
Investigação clínica aprofundada
A Dra. Andressa Lacerda também pesquisa doenças autoimunes associadas, como alterações da tireoide, avalia o estado hormonal (a atrofia da menopausa pode coexistir e piorar os sintomas) e o impacto do quadro sobre a vida sexual e emocional.
Tratamento
- Corticoide tópico de alta potência na fase inicial, conforme esquema orientado, seguido de manutenção em frequência menor.
- Hidratação e cuidados locais: emolientes, sabonetes suaves, evitar atrito e produtos irritantes.
- Tratamento da atrofia associada com estrogênio vaginal em baixa dose, quando indicado.
- Acompanhamento periódico para ajustar a manutenção e vigiar a pele.
- Cirurgia apenas para corrigir sequelas cicatriciais que causam obstrução ou dor importante, nunca como tratamento da doença em si.
Sinais de alerta
- Ferida, nódulo ou área endurecida que não cicatriza.
- Mancha que muda de cor, cresce ou sangra.
- Dor nova e persistente em uma área localizada.
Cuidados
Não use corticoide potente por conta própria de forma contínua, nem interrompa o tratamento ao primeiro alívio: o subtratamento permite a progressão das cicatrizes, e o uso incorreto pode afinar ainda mais a pele. O acompanhamento com a ginecologista é o que mantém a doença controlada a longo prazo.
Tem coceira íntima que não passa ou notou a pele da vulva mais clara e fina? Agende uma avaliação com a Dra. Andressa Lacerda.
Agendar pelo WhatsApp