Osteoporose e Saúde Óssea na Menopausa: Prevenção e Diagnóstico

A queda do estrogênio acelera a perda de massa óssea nos primeiros anos após a menopausa, muitas vezes sem nenhum sintoma até a primeira fratura. A boa notícia é que a osteoporose pode ser prevenida e tratada. A Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu-SP, explica como.

Revisado por Dra. Andressa Lacerda, CRM-SP 139.140 | RQE 53.522 · Atualizado em 27 de agosto de 2026

Por que os ossos sofrem na menopausa

O osso é um tecido vivo, em constante renovação. O estrogênio freia a reabsorção óssea; com a sua queda na menopausa, a perda passa a superar a formação, e a densidade óssea cai de forma mais rápida nos primeiros 5 a 10 anos. Como não há dor nem sintoma, muitas mulheres só descobrem a osteoporose na primeira fratura.

Fatores de risco

  • Menopausa precoce ou retirada dos ovários antes dos 45 anos.
  • História familiar de osteoporose ou de fratura de quadril.
  • Baixo peso corporal.
  • Tabagismo e consumo excessivo de álcool.
  • Uso prolongado de corticoide e algumas outras medicações.
  • Sedentarismo e baixa ingestão de cálcio e vitamina D.
  • Doenças como artrite reumatoide, hipertireoidismo e doença celíaca.

Como é feito o diagnóstico

O exame principal é a densitometria óssea, que mede a densidade da coluna e do fêmur. Complementam a avaliação a dosagem de vitamina D e cálcio, função renal, cálcio e fósforo no sangue, função da tireoide e da paratireoide, e ferramentas de cálculo de risco de fratura. Radiografias podem revelar fraturas vertebrais silenciosas.

Investigação clínica aprofundada

A Dra. Andressa Lacerda também avalia histórico de quedas, medicações que aumentam o risco de queda, padrão alimentar, exposição solar, nível de atividade física com carga e a idade da menopausa.

Prevenção e tratamento

  • Cálcio na alimentação e vitamina D em nível adequado, com suplementação quando necessário.
  • Treino de força e de impacto, além de exercícios de equilíbrio para reduzir quedas.
  • Parar de fumar e moderar o álcool.
  • Terapia de reposição hormonal, que preserva massa óssea, quando indicada na janela de oportunidade.
  • Medicações específicas para osteoporose (como bisfosfonatos e outras classes) quando há osteoporose confirmada ou alto risco de fratura.

Sinais de alerta

  • Fratura após queda da própria altura ou trauma leve.
  • Perda de altura e curvatura acentuada da coluna.
  • Dor nas costas de início súbito, que pode indicar fratura vertebral.

Cuidados

Doses altas de cálcio e de vitamina D sem indicação podem ser prejudiciais. As medicações para osteoporose têm indicações e efeitos específicos e não devem ser iniciadas nem interrompidas por conta própria. A prevenção começa cedo, ainda na perimenopausa.

Quer proteger seus ossos antes da primeira fratura? Agende uma avaliação de saúde óssea com a Dra. Andressa Lacerda.

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Perguntas frequentes

Quando devo fazer a densitometria óssea?

Em geral, a partir dos 65 anos para todas as mulheres, e mais cedo na presença de fatores de risco: menopausa precoce, uso prolongado de corticoide, fratura por trauma leve, baixo peso, tabagismo, história familiar de osteoporose e algumas doenças. A Dra. Andressa Lacerda define o momento conforme o seu perfil.

Só tomar cálcio resolve?

Não. Cálcio e vitamina D são a base, mas isoladamente não previnem fraturas em quem já tem osteoporose. O tratamento combina nutrição, treino de força e de equilíbrio, correção da vitamina D e, quando indicado, medicação específica ou reposição hormonal.

A reposição hormonal protege os ossos?

Sim. A terapia de reposição hormonal preserva a massa óssea e reduz o risco de fraturas quando iniciada na janela de oportunidade. Em mulheres com sintomas de menopausa e risco ósseo, esse é um dos benefícios considerados na decisão.

Osteopenia é o mesmo que osteoporose?

Não. A osteopenia é uma redução da densidade óssea menos acentuada, um estágio de atenção em que medidas de prevenção fazem grande diferença. A osteoporose é mais avançada e tem risco de fratura maior.

Fontes e referências

Dra. Andressa Lacerda — Formação e Credenciais

A Dra. Andressa Lacerda é médica ginecologista há mais de 13 anos, com foco na saúde da mulher a partir dos 40 anos: perimenopausa, menopausa, reposição hormonal individualizada, saúde íntima, ginecologia regenerativa funcional e emagrecimento com causa hormonal e metabólica.

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
  • Pós-graduação em Endoscopia Ginecológica pela Santa Casa de São Paulo.
  • Pós-graduação em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto GERA.
  • Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) e certificação em Medicina do Estilo de Vida (Escola MEV Brasil).
  • CRM-SP 139.140 | RQE 53.522.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Andressa Lacerda. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure uma avaliação médica presencial com um ginecologista. Em situação de urgência, busque atendimento imediato no serviço de saúde mais próximo.

Conteúdo revisado pela Dra. Andressa Lacerda · CRM-SP 139.140 | RQE 53522 · Atualizado em agosto de 2026.

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