O que são a perimenopausa e a menopausa
A menopausa é um evento fisiológico: os ovários esgotam progressivamente sua reserva de folículos e reduzem a produção de estrogênio e progesterona. O que chamamos de perimenopausa é o período de transição que antecede a última menstruação. Ele pode começar entre o fim dos 30 e o início dos 40 anos e durar vários anos, com oscilações hormonais intensas e imprevisíveis. O estrogênio não cai de forma linear, ele sobe e desce, o que explica por que os sintomas mudam tanto de um mês para o outro.
A menopausa propriamente dita é confirmada de forma retrospectiva, depois de 12 meses seguidos sem menstruar, geralmente por volta dos 51 anos no Brasil. Antes dos 40 anos, fala-se em insuficiência ovariana prematura, situação que exige investigação e conduta específicas. A pós-menopausa é todo o período seguinte, com níveis de estrogênio baixos de forma estável.
Sintomas da perimenopausa e da menopausa
Os sintomas decorrem da queda e da instabilidade do estrogênio e da progesterona e afetam vários sistemas do corpo ao mesmo tempo:
- Vasomotores: ondas de calor (fogachos), suores noturnos, calafrios e palpitações.
- Sono: dificuldade para adormecer, despertares noturnos e sono não reparador.
- Humor e cognição: irritabilidade, ansiedade, oscilação emocional, sintomas depressivos, dificuldade de concentração e lapsos de memória.
- Síndrome geniturinária: ressecamento e ardência vaginal, dor nas relações, redução da lubrificação, urgência urinária e infecções urinárias de repetição.
- Sexualidade: queda da libido e da resposta sexual, muitas vezes somando o componente hormonal ao desconforto físico e ao cansaço.
- Metabolismo: ganho de peso, acúmulo de gordura no abdome, perda de massa muscular e piora do colesterol e da glicemia.
- Ossos: aceleração da perda de massa óssea nos primeiros anos após a menopausa.
- Outros: dores articulares difusas, pele mais seca, queda de cabelo e dores de cabeça que mudam de padrão.
Diferente das ondas de calor, as queixas geniturinárias não melhoram sozinhas com o tempo. Sem tratamento, tendem a progredir, e o diagnóstico precoce faz diferença no resultado.
Causas e fatores que influenciam a transição
- Tabagismo: antecipa a menopausa em cerca de 1 a 2 anos e intensifica os sintomas.
- Cirurgia de retirada dos ovários: provoca menopausa imediata e geralmente mais sintomática.
- Quimioterapia e radioterapia pélvica: podem induzir menopausa precoce.
- História familiar: influencia a idade em que a menopausa ocorre.
- Índice de massa corporal, atividade física, estresse crônico e qualidade do sono: modulam a intensidade dos sintomas.
Como é feito o diagnóstico
Na maioria das mulheres acima de 45 anos com sintomas típicos e alteração do ciclo, o diagnóstico é clínico. Os exames de sangue ganham importância em situações específicas, e é isso que a Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu, avalia caso a caso:
- Mulheres abaixo de 45 anos com sintomas ou irregularidade menstrual, para investigar insuficiência ovariana precoce.
- Mulheres histerectomizadas ou usuárias de DIU hormonal, que não têm o ciclo como referência.
- Suspeita de outras causas: disfunção da tireoide, hiperprolactinemia, anemia, deficiência de vitamina D e B12, diabetes.
- Planejamento do tratamento: perfil lipídico e glicêmico, função hepática, densitometria óssea, mamografia e ultrassonografia pélvica atualizadas antes de iniciar reposição hormonal.
Investigação clínica aprofundada
Fadiga, ganho de peso, insônia e alterações de humor quase nunca têm causa única nessa fase. Por isso, a avaliação da Dra. Andressa Lacerda considera, de forma integrada:
- Histórico clínico: doenças, cirurgias, gestações, história menstrual e antecedentes familiares de câncer de mama, trombose, osteoporose e doença cardiovascular.
- Exames hormonais e laboratoriais: eixo reprodutivo, tireoide, prolactina, androgênios e, quando indicado, cortisol.
- Fatores metabólicos: glicemia, hemoglobina glicada, insulina e resistência à insulina, perfil lipídico, função hepática e renal.
- Sono: rastreamento de insônia e de apneia do sono, que agravam peso, humor e fogachos.
- Saúde mental: rastreamento de ansiedade e depressão, que se intensificam na transição e mudam o plano de tratamento.
- Uso de medicamentos: anticoncepcionais, antidepressivos, corticoides, medicações para pressão e fórmulas manipuladas.
- Estilo de vida: alimentação, álcool, tabagismo, atividade física e estresse crônico.
- Relacionamento e vida sexual: dor nas relações, queda da libido e impacto sobre a parceria.
Tratamentos disponíveis
O tratamento combina, em proporções que variam para cada mulher:
- Terapia de reposição hormonal, quando indicada, com escolha individualizada de via, tipo e dose.
- Tratamento local da síndrome geniturinária com estrogênio vaginal em baixa dose, hidratantes e, em casos selecionados, tecnologias como laser e radiofrequência.
- Medicações não hormonais para fogachos e sono, quando há contraindicação ou preferência pela abordagem não hormonal.
- Medicina do Estilo de Vida: treino de força para preservar músculo e osso, ajuste alimentar, higiene do sono, redução de álcool e manejo do estresse.
- Suplementação dirigida (vitamina D, cálcio e outros nutrientes conforme os exames).
- Cuidado da saúde mental, com encaminhamento quando há depressão ou ansiedade que exigem tratamento específico.
Sinais de alerta que exigem avaliação sem adiar
- Sangramento vaginal após a menopausa (qualquer sangramento depois de 12 meses sem menstruar).
- Sangramento uterino muito intenso, com coágulos, que causa fraqueza ou tontura.
- Sangramento após a relação sexual de repetição.
- Nódulo na mama ou saída de secreção pelo mamilo.
- Dor pélvica intensa ou súbita.
Riscos da automedicação
Fórmulas manipuladas sem avaliação, "chips da beleza" à base de hormônios, doses altas de testosterona e protocolos padronizados de internet podem causar alterações do fígado, acne e queda de cabelo, engrossamento da voz e outros efeitos androgênicos irreversíveis, além de piora do colesterol e risco cardiovascular e trombótico. Reposição hormonal é tratamento médico, com indicação, dose e monitoramento definidos individualmente.
Quando procurar a Dra. Andressa Lacerda em Mogi Guaçu
Procure avaliação se você percebe mudanças persistentes no ciclo, no sono, no humor, no peso ou na vida sexual a partir dos 40 anos, ou se deseja se preparar de forma estruturada para a menopausa. O consultório fica na Clínica Longevità, no Jardim Camargo, em Mogi Guaçu-SP, e atende mulheres de toda a região, incluindo Mogi Mirim, Itapira, Aguaí e Estiva Gerbi. Quanto mais cedo a transição é acompanhada, mais suave ela costuma ser.
Está sentindo que o seu corpo mudou e ninguém explicou por quê? Agende uma avaliação completa da menopausa com a Dra. Andressa Lacerda.
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