Por que a via importa
Na reposição hormonal da menopausa, não basta escolher o hormônio; a forma como ele entra no corpo muda o efeito sobre o fígado, a coagulação e o metabolismo das gorduras. O estrogênio oral passa primeiro pelo fígado antes de circular, o que aumenta a produção de fatores de coagulação e pode elevar triglicerídeos. O estrogênio transdérmico (gel ou adesivo) é absorvido pela pele e evita essa primeira passagem, com menor impacto nesses parâmetros.
Comparação entre as vias
| Aspecto | Via transdérmica (gel/adesivo) | Via oral (comprimido) |
|---|---|---|
| Risco de trombose venosa | Sem aumento significativo em dose baixa | Aumento do risco, sobretudo no primeiro ano |
| Triglicerídeos | Efeito neutro ou de redução | Pode elevar |
| Enxaqueca | Geralmente preferida | Pode piorar em algumas mulheres |
| Doença da vesícula | Menor associação | Maior associação |
| Praticidade | Aplicação diária (gel) ou troca 1 a 2 vezes por semana (adesivo) | Comprimido diário |
Quando a via transdérmica costuma ser preferida
- Fatores de risco cardiovascular ou metabólico.
- História de enxaqueca, sobretudo com aura.
- Risco trombótico aumentado, obesidade ou tabagismo.
- Triglicerídeos elevados.
- Doença hepática ou da vesícula.
Quando a via oral pode ser adequada
Mulheres sem fatores de risco relevantes, com boa tolerância e preferência por comprimido, podem usar a via oral com segurança sob acompanhamento.
O componente progestativo
Quem tem útero precisa associar progesterona micronizada ou progestagênio para proteger o endométrio, independentemente da via do estrogênio. A progesterona micronizada, além da proteção, costuma favorecer o sono.
Investigação antes de escolher a via
A Dra. Andressa Lacerda avalia histórico pessoal e familiar de trombose e câncer de mama, pressão arterial, perfil lipídico e glicêmico, função hepática, tabagismo, enxaqueca, índice de massa corporal e preferência da paciente antes de definir via, tipo e dose.
Limitações e cuidados
Nenhuma via elimina totalmente os riscos da reposição, e a escolha não substitui a avaliação de contraindicações. Doses altas por via transdérmica também podem trazer efeitos indesejados. A conduta é reavaliada periodicamente.
Quer entender qual via de reposição hormonal é mais segura para o seu caso? Agende uma avaliação com a Dra. Andressa Lacerda.
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