SOP na Perimenopausa e na Menopausa: O Que Muda no Acompanhamento

Mulheres com síndrome dos ovários policísticos chegam à perimenopausa com um risco metabólico e cardiovascular acumulado ao longo de décadas. Alguns sintomas melhoram com a idade, mas o acompanhamento continua importante. A Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu-SP, explica.

Revisado por Dra. Andressa Lacerda, CRM-SP 139.140 | RQE 53.522 · Atualizado em 27 de agosto de 2026

Como a SOP se comporta com a idade

A síndrome dos ovários policísticos é a alteração endócrina mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Com a aproximação da menopausa, os ciclos tendem a se regularizar e o excesso de androgênios pode atenuar. No entanto, a resistência à insulina e suas consequências metabólicas costumam permanecer, e agora se somam à queda do estrogênio.

O risco acumulado

  • Diabetes tipo 2 e pré-diabetes.
  • Síndrome metabólica: circunferência abdominal aumentada, triglicerídeos altos, HDL baixo, pressão elevada.
  • Doença cardiovascular.
  • Esteatose hepática (gordura no fígado).
  • Alterações do endométrio em mulheres que passaram anos sem menstruar regularmente e sem proteção do endométrio.

Sintomas que ainda podem estar presentes

  • Dificuldade importante para emagrecer, com gordura abdominal.
  • Excesso de pelos, acne e queda de cabelo de padrão androgênico (tendem a reduzir com a idade).
  • Sangramento irregular na perimenopausa, que precisa de avaliação.

Como é feito o acompanhamento

A avaliação inclui glicemia, hemoglobina glicada, insulina e HOMA-IR, perfil lipídico, pressão arterial, função hepática, circunferência abdominal e composição corporal, além de ultrassonografia pélvica e avaliação do endométrio quando há sangramento anormal. A investigação também considera história familiar, sono, saúde mental e estilo de vida.

Tratamento e prevenção

  • Base metabólica: treino de força, ajuste alimentar, perda de gordura visceral e melhora do sono.
  • Medicação para glicemia (como a metformina) e, quando indicado, para controle de peso.
  • Controle da pressão e do colesterol, em conjunto com o cardiologista quando necessário.
  • Proteção do endométrio com progesterona ou DIU hormonal, conforme o caso.
  • Reposição hormonal da menopausa quando indicada, priorizando a via transdérmica em quem tem risco metabólico.

Cuidados

Ter tido SOP não significa "estar curada" na menopausa. O acompanhamento metabólico e cardiovascular contínuo é o que reduz o risco a longo prazo. Suplementos e fórmulas sem indicação não substituem esse cuidado.

Tem SOP e está entrando na perimenopausa? Agende um acompanhamento metabólico e hormonal com a Dra. Andressa Lacerda.

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Perguntas frequentes

A SOP 'acaba' na menopausa?

Os ciclos tendem a ficar mais regulares com a aproximação da menopausa, e alguns sintomas hormonais podem atenuar. Mas o componente metabólico (resistência à insulina, risco de diabetes, alterações do colesterol e da pressão) tende a persistir e a somar-se às mudanças da menopausa.

Quem teve SOP tem mais risco de quê na maturidade?

Maior risco de diabetes tipo 2, síndrome metabólica, doença cardiovascular, esteatose hepática e, dependendo do padrão menstrual ao longo da vida, de alterações do endométrio. O acompanhamento foca nesses pontos.

Ainda preciso de anticoncepcional na perimenopausa se tenho SOP?

Depende. Enquanto houver menstruação, existe possibilidade de gravidez. A escolha do método considera pressão arterial, enxaqueca, tabagismo, risco trombótico e o perfil metabólico. Em alguns casos, o DIU hormonal protege o endométrio e controla o sangramento.

Posso fazer reposição hormonal se tive SOP?

A SOP em si não contraindica a reposição hormonal na menopausa. A avaliação considera o perfil metabólico e cardiovascular, e a via transdérmica costuma ser preferida quando há fatores de risco.

Fontes e referências

Dra. Andressa Lacerda — Formação e Credenciais

A Dra. Andressa Lacerda é médica ginecologista há mais de 13 anos, com foco na saúde da mulher a partir dos 40 anos: perimenopausa, menopausa, reposição hormonal individualizada, saúde íntima, ginecologia regenerativa funcional e emagrecimento com causa hormonal e metabólica.

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
  • Pós-graduação em Endoscopia Ginecológica pela Santa Casa de São Paulo.
  • Pós-graduação em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto GERA.
  • Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) e certificação em Medicina do Estilo de Vida (Escola MEV Brasil).
  • CRM-SP 139.140 | RQE 53.522.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Andressa Lacerda. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure uma avaliação médica presencial com um ginecologista. Em situação de urgência, busque atendimento imediato no serviço de saúde mais próximo.

Conteúdo revisado pela Dra. Andressa Lacerda · CRM-SP 139.140 | RQE 53522 · Atualizado em agosto de 2026.

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