O que é a histeroscopia
A histeroscopia é o exame que permite olhar diretamente o interior do útero. Uma óptica fina, acoplada a uma câmera, é introduzida pelo canal do colo até a cavidade uterina, que é distendida por um líquido para permitir a visualização. Não há cortes na barriga. É o método mais preciso para avaliar o endométrio e a cavidade uterina, porque mostra a lesão em vez de apenas sugeri-la por imagem indireta.
Quando é indicada
- Sangramento uterino anormal, sobretudo na perimenopausa e na pós-menopausa.
- Espessamento endometrial visto no ultrassom, com necessidade de esclarecimento.
- Suspeita de pólipo endometrial ou de mioma submucoso.
- Sangramento na pós-menopausa, situação em que a investigação é sempre prioritária.
- Investigação de infertilidade e de falhas de implantação.
- Suspeita de aderências intrauterinas (sinéquias) após curetagem ou infecção.
- Avaliação do endométrio em mulheres em uso de determinados medicamentos, quando indicado.
- DIU de localização incerta ou com fio não visível.
Diagnóstica x cirúrgica
| Aspecto | Histeroscopia diagnóstica | Histeroscopia cirúrgica |
|---|---|---|
| Objetivo | Visualizar a cavidade e, se preciso, biopsiar | Tratar a alteração encontrada |
| Exemplos | Avaliar endométrio espessado, confirmar pólipo, colher biópsia dirigida | Retirar pólipo ou mioma submucoso, desfazer aderências, remover DIU deslocado |
| Instrumentos | Apenas a óptica e, quando necessário, pinça de biópsia | Óptica com canal de trabalho e instrumental cirúrgico |
| Recuperação habitual | Retorno às atividades em um a dois dias | Varia conforme o que foi tratado |
Com frequência as duas etapas acontecem no mesmo tempo cirúrgico: a médica entra para ver e, confirmando o achado, já trata. Isso evita um segundo procedimento e uma segunda anestesia.
Como é feita na prática
A Dra. Andressa Lacerda realiza a histeroscopia exclusivamente em ambiente hospitalar, com anestesia e com toda a estrutura de segurança necessária. O procedimento costuma ser rápido e, na maioria dos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia. O material colhido, quando há biópsia ou retirada de lesão, é enviado para análise anatomopatológica, e o resultado é discutido no retorno.
Preparo
- Agendamento preferencial na primeira fase do ciclo, logo após a menstruação, quando o endométrio está mais fino.
- Jejum conforme a orientação da equipe de anestesia.
- Revisão dos medicamentos em uso, principalmente anticoagulantes e antiagregantes.
- Exames pré-operatórios e avaliação clínica prévia.
- Acompanhante para o retorno, já que houve anestesia.
Depois do procedimento
Cólica leve a moderada e sangramento discreto por alguns dias são esperados. Procure atendimento se houver febre, dor intensa que não cede com a medicação orientada, sangramento volumoso ou secreção com odor. As orientações sobre relação sexual, atividade física e retorno ao trabalho são individualizadas conforme o que foi realizado.
Limitações e cuidados
A histeroscopia avalia a cavidade uterina; ela não substitui o ultrassom, que mostra a parede do útero e os ovários, nem os exames de rastreamento do colo do útero. Como todo procedimento, tem riscos, pouco frequentes, como sangramento, infecção e perfuração uterina, e por isso é feita em ambiente com estrutura adequada. A indicação é sempre individual: nem todo espessamento endometrial ou sangramento exige histeroscopia.
Investigação clínica aprofundada
Antes de indicar o procedimento, a avaliação considera o padrão do sangramento, o estado hormonal, o ultrassom, os medicamentos em uso, o histórico pessoal e familiar de câncer e os fatores de risco para doença do endométrio, como obesidade, diabetes e uso de estrogênio sem oposição.
Tem sangramento fora do padrão ou um endométrio espessado no ultrassom? Agende uma avaliação com a Dra. Andressa Lacerda, em Mogi Guaçu.
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