Histeroscopia em Mogi Guaçu: Quando É Indicada e Como É Feita

A histeroscopia é o exame que olha diretamente o interior do útero com uma câmera fina introduzida pelo colo, sem cortes. É o método mais preciso para investigar sangramento anormal, pólipos, miomas submucosos e alterações do endométrio, e no mesmo tempo cirúrgico permite tratar o que encontra. A Dra. Andressa Lacerda, ginecologista em Mogi Guaçu-SP, realiza histeroscopia exclusivamente em ambiente hospitalar, com toda a estrutura e a segurança necessárias.

Revisado por Dra. Andressa Lacerda, CRM-SP 139.140 | RQE 53.522 · Atualizado em 27 de agosto de 2026

O que é a histeroscopia

A histeroscopia é o exame que permite olhar diretamente o interior do útero. Uma óptica fina, acoplada a uma câmera, é introduzida pelo canal do colo até a cavidade uterina, que é distendida por um líquido para permitir a visualização. Não há cortes na barriga. É o método mais preciso para avaliar o endométrio e a cavidade uterina, porque mostra a lesão em vez de apenas sugeri-la por imagem indireta.

Quando é indicada

  • Sangramento uterino anormal, sobretudo na perimenopausa e na pós-menopausa.
  • Espessamento endometrial visto no ultrassom, com necessidade de esclarecimento.
  • Suspeita de pólipo endometrial ou de mioma submucoso.
  • Sangramento na pós-menopausa, situação em que a investigação é sempre prioritária.
  • Investigação de infertilidade e de falhas de implantação.
  • Suspeita de aderências intrauterinas (sinéquias) após curetagem ou infecção.
  • Avaliação do endométrio em mulheres em uso de determinados medicamentos, quando indicado.
  • DIU de localização incerta ou com fio não visível.

Diagnóstica x cirúrgica

AspectoHisteroscopia diagnósticaHisteroscopia cirúrgica
ObjetivoVisualizar a cavidade e, se preciso, biopsiarTratar a alteração encontrada
ExemplosAvaliar endométrio espessado, confirmar pólipo, colher biópsia dirigidaRetirar pólipo ou mioma submucoso, desfazer aderências, remover DIU deslocado
InstrumentosApenas a óptica e, quando necessário, pinça de biópsiaÓptica com canal de trabalho e instrumental cirúrgico
Recuperação habitualRetorno às atividades em um a dois diasVaria conforme o que foi tratado

Com frequência as duas etapas acontecem no mesmo tempo cirúrgico: a médica entra para ver e, confirmando o achado, já trata. Isso evita um segundo procedimento e uma segunda anestesia.

Como é feita na prática

A Dra. Andressa Lacerda realiza a histeroscopia exclusivamente em ambiente hospitalar, com anestesia e com toda a estrutura de segurança necessária. O procedimento costuma ser rápido e, na maioria dos casos, a paciente recebe alta no mesmo dia. O material colhido, quando há biópsia ou retirada de lesão, é enviado para análise anatomopatológica, e o resultado é discutido no retorno.

Preparo

  • Agendamento preferencial na primeira fase do ciclo, logo após a menstruação, quando o endométrio está mais fino.
  • Jejum conforme a orientação da equipe de anestesia.
  • Revisão dos medicamentos em uso, principalmente anticoagulantes e antiagregantes.
  • Exames pré-operatórios e avaliação clínica prévia.
  • Acompanhante para o retorno, já que houve anestesia.

Depois do procedimento

Cólica leve a moderada e sangramento discreto por alguns dias são esperados. Procure atendimento se houver febre, dor intensa que não cede com a medicação orientada, sangramento volumoso ou secreção com odor. As orientações sobre relação sexual, atividade física e retorno ao trabalho são individualizadas conforme o que foi realizado.

Limitações e cuidados

A histeroscopia avalia a cavidade uterina; ela não substitui o ultrassom, que mostra a parede do útero e os ovários, nem os exames de rastreamento do colo do útero. Como todo procedimento, tem riscos, pouco frequentes, como sangramento, infecção e perfuração uterina, e por isso é feita em ambiente com estrutura adequada. A indicação é sempre individual: nem todo espessamento endometrial ou sangramento exige histeroscopia.

Investigação clínica aprofundada

Antes de indicar o procedimento, a avaliação considera o padrão do sangramento, o estado hormonal, o ultrassom, os medicamentos em uso, o histórico pessoal e familiar de câncer e os fatores de risco para doença do endométrio, como obesidade, diabetes e uso de estrogênio sem oposição.

Tem sangramento fora do padrão ou um endométrio espessado no ultrassom? Agende uma avaliação com a Dra. Andressa Lacerda, em Mogi Guaçu.

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Perguntas frequentes

Histeroscopia dói?

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar com anestesia, o que evita a dor durante o exame. Depois, é comum sentir cólica leve a moderada por algumas horas e um sangramento discreto por poucos dias. A intensidade varia de mulher para mulher e é orientada individualmente na consulta.

Qual a diferença entre histeroscopia diagnóstica e cirúrgica?

A diagnóstica apenas visualiza a cavidade uterina e, quando necessário, colhe uma biópsia dirigida. A cirúrgica usa instrumentos para tratar o que foi encontrado, como retirar um pólipo, um mioma submucoso ou uma aderência. Muitas vezes as duas acontecem no mesmo tempo cirúrgico.

Quanto tempo leva para se recuperar?

A histeroscopia diagnóstica costuma ter recuperação rápida, com retorno às atividades habituais em um a dois dias. Na cirúrgica, o repouso e o tempo de afastamento dependem do que foi tratado. As orientações sobre relação sexual, exercício e retorno ao trabalho são dadas caso a caso.

A histeroscopia substitui o ultrassom?

Não. O ultrassom é o primeiro exame e mostra o útero por fora da cavidade. A histeroscopia entra quando é preciso ver o interior com precisão ou colher material para análise. Os dois exames são complementares, e a indicação depende da queixa e do achado inicial.

Fontes e referências

Dra. Andressa Lacerda — Formação e Credenciais

A Dra. Andressa Lacerda é médica ginecologista há mais de 13 anos, com foco na saúde da mulher a partir dos 40 anos: perimenopausa, menopausa, reposição hormonal individualizada, saúde íntima, ginecologia regenerativa funcional e emagrecimento com causa hormonal e metabólica.

  • Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Jundiaí.
  • Residência em Ginecologia e Obstetrícia pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.
  • Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO.
  • Pós-graduação em Endoscopia Ginecológica pela Santa Casa de São Paulo.
  • Pós-graduação em Ginecologia Endócrina e Reprodução Humana pelo Instituto GERA.
  • Menopause Society Certified Practitioner (MSCP) e certificação em Medicina do Estilo de Vida (Escola MEV Brasil).
  • CRM-SP 139.140 | RQE 53.522.

Todo o conteúdo desta página foi revisado e aprovado pela Dra. Andressa Lacerda. As informações têm finalidade exclusivamente educativa e não substituem uma avaliação médica individualizada.

As informações desta página têm finalidade educativa e não substituem consulta médica, diagnóstico individualizado ou atendimento de urgência e emergência. Se você tem sintomas ou dúvidas sobre o seu caso, procure uma avaliação médica presencial com um ginecologista. Em situação de urgência, busque atendimento imediato no serviço de saúde mais próximo.

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